ONU: 60 anos

Fonte: AMPCOM | Data: 03 de october, 2007


No dia 24 de outubro de 2005, a ONU completou 60 anos.



Veja material da própria Instituição a respeito:



"O 60º aniversário das Nações Unidas é uma ocasião para refletir sobre todo o
bem que a Organização fez durante sua longa história. Ela esteve no centro dos mais
importantes movimentos da segunda metade do século XX e do início do século XXI:
evitando guerras catastróficas, aumentando a expectativa de vida, provendo ajuda para
pessoas em circunstâncias desesperadoras, protegendo os recursos naturais do planeta e
promovendo reconhecimento universal dos direitos humanos. Ela trabalha para promover
uma globalização inclusiva e para tornar mais próximo o dia em que a pobreza não seja
mais um fato da vida. O marco dos 60 anos também nos lembra que o mundo, hoje, é muito
diferente daquele dos fundadores da ONU. As Nações Unidas devem refletir essa nova era
e responder a seus desafios - inclusive, e principalmente, a consciência de que muitas
pessoas ainda estão indefesas contra a fome, a doença e a degradação ambiental, mesmo
tendo o mundo os meios para salvá-las. Uma ONU renovada deve ajudar a mudar essa
situação e trabalhar com muitos parceiros para fazer progredir os nobres ideais dos
fundadores" Kofi Annan



outubro de 2005



As Nações Unidas foram fundadas logo após uma guerra devastadora, para ajudar a
estabilizar as relações internacionais e fornecer uma base mais segura para a paz. Em
meio a conflitos regionais aparentemente intermináveis e a ameaça de uma guerra
nuclear, a manutenção da paz se tornou uma preocupação constante da ONU, e as
atividades dos capacetes azuis ganharam grande visibilidade. Mas as Nações Unidas são
muito mais do que as forças de paz e um fórum para a solução de conflitos.
Freqüentemente sem chamar a atenção, a ONU e sua família de agências, programas e
fundos, estão engajadas em uma vasta gama de tarefas que buscam melhorar a vida das
pessoas ao redor do mundo.



Sobrevivência infantil e desenvolvimento. Proteção ao meio ambiente. Direitos
humanos. Saúde e pesquisa médica. Diminuição da pobreza e desenvolvimento econômico.
Desenvolvimento agrícola e aqüicultura. Educação. Progresso das mulheres. Ajuda em
emergências e desastres. Navegação aérea e marítima. Uso pacífico da energia atômica.
Direitos trabalhistas. E a lista continua. Eis aqui uma pequena amostra do que as
Nações Unidas e seus órgãos vêm realizando desde 1945, quando a Organização mundial foi
fundada.



1. Promovendo o desenvolvimento - A ONU devotou sua atenção e recursos para melhorar
os padrões de vida e as habilidades e potencial humanos ao redor do mundo. Desde 2000,
esse trabalho está sendo guiado pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Os
gastos anuais do Sistema ONU em desenvolvimento, excluindo as instituições financeiras
internacionais, chegam a mais de US$ 10 bilhões. O PNUD (Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento), por exemplo, com funcionários em 166 países, lidera o trabalho
da ONU na erradicação da extrema pobreza e na promoção da boa governança no mundo em
desenvolvimento.



O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) trabalha em 157 países e gasta
mais de US$ 1,2 bilhão por ano, principalmente na proteção à infância, imunização, no
combate ao HIV/Aids e na educação de meninas. A UNCTAD (Conferência das Nações Unidas
sobre Comércio e Desenvolvimento) ajuda os países a aproveitar para fins de
desenvolvimento as oportunidades de comércio. Além disso, o Banco Mundial fornece aos
países em desenvolvimento empréstimos e subvenções, totalizando entre US$ 18 bilhões e
US$ 20 bilhões por ano, e já apoiou mais de 9.500 projetos de desenvolvimento desde
1947. Praticamente todo o fundo de ajuda para o desenvolvimento vem de contribuições
doadas por países.



2. Promovendo a democracia - A ONU ajudou a promover e fortalecer as instituições e
práticas democráticas ao redor do mundo. Possibilitou que pessoas de muitas nações
participassem em eleições livres e justas. São exemplos Camboja, Namíbia, El Salvador,
Eritréia, Moçambique, Nicarágua, África do Sul, Kosovo e Timor Leste. A Organização
prestou consultoria e assistência eleitoral, monitorando resultados, em mais de 90
países, freqüentemente em momentos decisivos de suas histórias, como foi o caso de
Afeganistão, Iraque e Burundi.



3. Promovendo os direitos humanos - Desde que a Assembléia Geral adotou a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, em 1948, as Nações Unidas ajudaram a promulgar dezenas
de acordos sobre direitos políticos, civis, econômicos, sociais e culturais. Ao
investigar queixas individuais, as agências de direitos humanos da ONU chamaram a
atenção do mundo para casos de tortura, desaparecimentos e prisões arbitrárias e
geraram pressão internacional para fazer com que governos melhorassem o respeito aos
direitos humanos.



4. Mantendo a paz e a segurança - Tendo enviado, até 2005, 60 missões de observação
e de manutenção da paz para pontos críticos do mundo, a ONU conseguiu restabelecer a
calma para permitir a continuidade dos processos de negociação, evitando que milhões de
pessoas fossem vitimadas pelas guerras. Atualmente, há 16 operações de manutenção da
paz ao redor do mundo.



5. Construindo a paz - Desde 1945, as Nações Unidas auxiliaram na negociação de mais
de 170 acordos de paz que puseram fim a conflitos regionais. São exemplos o fim da
Guerra Irã-Iraque, a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão e o fim das guerras
civis em El Salvador e na Guatemala. A ONU utilizou a negociação diplomática para
evitar guerras iminentes.



6. Protegendo o meio ambiente - As Nações Unidas estão trabalhando para resolver os
problemas globais do meio ambiente. Como um fórum internacional para a formação de
consenso e negociação de acordos, as Nações Unidas lidam com os problemas globais como
mudanças climáticas, degradação da camada de ozônio, lixo tóxico, extinção de florestas
e espécies e poluição do ar e da água. Se esses problemas não forem resolvidos,
mercados e economias sofrerão as conseqüências no longo prazo, já que as perdas
ambientais estão acabando com o capital natural do qual dependem o crescimento e a
sobrevivência humana.



7. Prevenindo a proliferação de armas nucleares - Por meio da AIEA (Agência
Internacional de Energia Atômica), as Nações Unidas ajudam a assegurar que os países
que utilizam tecnologia nuclear não desenvolvam armas nucleares secretamente. Centenas
de instalações nucleares são fiscalizadas pela AIEA em mais de 70 países. Até o
presente, 237 acordos de salvaguarda foram firmados, em 152 Estados.



8. Promovendo a autonomia e a independência - Quando a ONU foi criada, em 1945, 750
milhões de pessoas - quase um terço da população mundial - viviam em territórios sem
autonomia, dependentes das potências colonizadoras. As Nações Unidas desempenharam um
papel fundamental na construção da independência de 80 países que são hoje nações
soberanas.



9. Processando criminosos de guerra - Os tribunais da ONU criados para a antiga
Iugoslávia e para Ruanda condenaram criminosos de guerra e os colocaram atrás das
grades. Com isso, abriram importantes precedentes para o julgamento de crimes de
genocídio e violação de direitos humanos, como também criaram um padrão de Justiça que
vem sendo muito seriamente levado em conta pelas pessoas das regiões afetadas.



10. Acabando com o apartheid na África do Sul - Impondo medidas, como o embargo de
armas ou a convenção contra eventos esportivos segregados, as Nações Unidas
contribuíram para a queda do sistema do apartheid na África do Sul. Em 1994, a ONU
acompanhou de perto as primeiras eleições em que todos os sul-africanos puderam
participar com igualdade e da qual resultou a instalação de um governo
multirracial.



11. Fortalecendo as leis internacionais - Mais de 500 tratados multilaterais - sobre
direitos humanos, terrorismo, crime internacional, refugiados, desarmamento,
commodities e território oceânico - foram redigidos com os esforços das Nações
Unidas.



12. Prestando ajuda humanitária aos refugiados - Desde 1951, mais de 50 milhões de
refugiados de guerra, da fome ou exilados políticos receberam ajuda do ACNUR (Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), em um esforço contínuo que inclui
outras agências da ONU. O ACNUR busca soluções duráveis ou de longo prazo, seja
repatriando os refugiados em condições seguras, seja ajudando-os a se integrar nos
países de asilo ou estabelecendo-os em um terceiro país. Há mais de 19 milhões de
refugiados, pessoas que buscam asilo e outras internamente deslocadas. A maioria são
mulheres e crianças, que recebem alimento, abrigo, ajuda médica, educação e assistência
de repatriação das Nações Unidas.



13. Reduzindo a pobreza no meio rural nos países em desenvolvimento - O IFAD (Fundo
Internacional de Desenvolvimento Agrícola) desenvolveu um sistema de crédito,
geralmente concedido em pequenas quantias, que permite que pessoas pobres superem a
situação de pobreza. Desde a sua fundação em 1978, o IFAD investiu mais de US$ 8,5
bilhões em 676 projetos e programas, beneficiando mais de 250 milhões de pessoas. Todos
os recursos do Fundo provêm de contribuições voluntárias de países.



14. Ajudando os refugiados palestinos - Enquanto a comunidade global luta por uma
paz duradoura entre Israel e Palestina, a UNRWA (Agência das Nações Unidas de
Assistência aos Refugiados Palestinos) já apoiou quatro gerações de refugiados
palestinos nas áreas de desenvolvimento humano, educação, saúde, serviço social,
microcrédito e ajuda humanitária. Hoje, mais de quatro milhões de refugiados no Oriente
Médio estão registrados na UNRWA.



15. Focalizando o desenvolvimento da África - A África ainda é prioridade para as
Nações Unidas. Em 1986, a ONU convocou uma sessão especial com o objetivo de angariar
apoio internacional para a recuperação econômica e o desenvolvimento dos países
africanos. Em 2001, chefes de Estado da África criaram um plano de desenvolvimento
próprio, chamado Nova Parceria para o Desenvolvimento da África. O plano foi endossado
pela Assembléia Geral de 2002 como a principal estrutura de apoio internacional para a
África. O continente recebe 33% das despesas do sistema ONU com desenvolvimento, a
maior parcela entre as regiões. Todas as agências das Nações Unidas mantêm programas
especiais em benefício da África.



16. Promovendo o bem-estar das mulheres - As Nações Unidas ajudaram a promover a
igualdade entre homens e mulheres e o bem-estar das mulheres. O UNIFEM (Fundo de
Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e o INSTRAW (Instituto Internacional
de Treinamento e Pesquisa para o Progresso das Mulheres) ajudaram a melhorar a
qualidade de vida das mulheres e a promover os seus direitos em mais de 100 países. O
INSTRAW desenvolve pesquisas e atividades de capacitação e o UNIFEM apóia projetos que
buscam combater a violência contra a mulher, reverter a expansão do HIV/Aids e promover
a segurança econômica das mulheres, aumentando, por exemplo, o acesso ao trabalho.
Todas as agências das Nações Unidas devem levar em conta as necessidades das
mulheres.



17. Promovendo os direitos das mulheres - Um dos objetivos em longo prazo das Nações
Unidas é melhorar a vida das mulheres e fortalecê-las para que tenham maior autonomia.
As Nações Unidas organizaram a primeira Conferência Mundial sobre as Mulheres (Cidade
do México, 1975), que estabeleceu a agenda de avanços nos direitos das mulheres, junto
com outras conferências que ocorreram durante a Década das Nações Unidas para as
Mulheres, promovida pela ONU. Em 1979, a Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação
de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, ratificada por 180 países,
ajudou a promover os direitos das mulheres no mundo inteiro.



18. Provendo água potável - Durante a primeira década da água das Nações Unidas
(1981-1990), mais de um bilhão de pessoas conseguiu acesso à água potável pela primeira
vez em sua vida. Além disso, mais 1,1 bilhão de pessoas conseguiu acesso à água potável
entre 1990 e 2002. Em 2003, o Ano Internacional da Água Potável, a consciência sobre a
importância da proteção desse precioso recurso aumentou. A segunda década internacional
sobre a água (2005-2015) ajudará a reduzir à metade a proporção de pessoas sem acesso a
água potável.



19. Acabando com a poliomielite - A poliomielite foi eliminada em todos os países,
com a exceção de seis: Afeganistão, Egito, Líbia, Níger, Nigéria e Paquistão, como
resultado da Iniciativa Global para a Erradicação da Pólio, o maior esforço
internacional de saúde pública feito até o momento. Graças à iniciativa liderada pela
OMS, UNICEF, Rotary Internacional e os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças
dos Estados Unidos, quase cinco milhões de crianças que talvez estivessem paralisadas
pela pólio hoje caminham. A doença, que chegou a afetar crianças de 125 países do
mundo, está a ponto de ser erradicada.



20. Respondendo ao HIV/Aids - O UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre
HIV/Aids) coordena a ação global contra uma epidemia que afeta entre 40 e 45 milhões de
pessoas. O Programa trabalha em mais de 130 países para prover acesso universal à
prevenção contra o HIV e a serviços de tratamento, assim como para reduzir a
vulnerabilidade dos indivíduos e das comunidades e aliviar o impacto da epidemia. O
programa agrega a competência de 10 agências co-financiadoras das Nações Unidas.



21. Erradicando a varíola - O esforço de 13 anos da OMS (Organização Mundial da
Saúde) resultou na completa erradicação da varíola no mundo, em 1980. A erradicação tem
economizado uma cifra estimada de US$ 1 bilhão por ano em vacinação e monitoramento,
quase três vezes o custo da eliminação do próprio flagelo.



22. Pressionando pela vacinação universal - A imunização salvou mais de 20 milhões
de vidas nas últimas duas décadas. Como resultado dos esforços do UNICEF e da OMS, os
níveis de imunização das seis principais doenças evitáveis através de vacinas -
poliomielite, tétano, sarampo, coqueluche, difteria e tuberculose - cresceram de menos
de 5% no início da década de 70, para 76% na atualidade. As mortes por sarampo
diminuíram cerca de 50% entre 1999 e 2005. A imunização contra o tétano salvou centenas
de milhares de mães e recém-nascidos e 104 países em desenvolvimento eliminaram a
doença completamente.



23. Combatendo doenças parasitárias - Um programa da OMS em 11 países do oeste da
África praticamente eliminou a cegueira dos rios (oncocercose), evitando a doença em 11
milhões de crianças e disponibilizando 25 milhões de hectares de terra fértil para o
cultivo. Os esforços das agências das Nações Unidas no norte da África levaram, em
1991, à eliminação da miíase (bicheira), infestação por um parasita que se alimenta de
carne animal e humana. Outros programas salvaram muitos da filária e outras doenças
tropicais.



24. Evitando a expansão de epidemias - A OMS ajudou a frear a expansão da Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SARS) antes que ela matasse milhares de pessoas. Seguindo o
alerta global da organização e os conselhos de viagem publicados em março de 2003,
quase todos os países com casos da doença foram capazes de prevenir mais transmissões
ou manter o número de casos adicionais muito pequeno. A OMS investigou entre 200 e 250
surtos de doenças a cada ano. Em média, de cinco a 15 surtos anuais requerem uma maior
resposta internacional.



25. Reduzindo a mortalidade infantil - No início de 1960, quase uma em cada cinco
crianças morria antes de completar cinco anos de idade. Por meio de terapia de
rehidratação oral, água, saneamento e outras medidas tomadas pelas Nações Unidas, os
níveis de mortalidade infantil em países em desenvolvimento caíram para menos de uma em
cada 12 crianças, em 2002. O objetivo agora é reduzir, até 2015, a taxa de mortalidade
infantil de crianças menores de cinco anos para dois terços do que era em 1990.



26. Lançando as bases para os negócios - A ONU é boa para os negócios. Tem fornecido
a infra-estrutura "soft" para a economia global, negociando padrões técnicos
universalmente aceitos em áreas tão diversas como estatísticas, legislação comercial,
procedimentos alfandegários, propriedade intelectual, aviação, navegação e
telecomunicações, facilitando a atividade econômica e reduzindo os custos de transação.
Forneceu a base para o investimento nas economias em desenvolvimento, promovendo
estabilidade política e boa governança, lutando contra a corrupção e induzindo a
observação das políticas econômicas e legislação adequada.



27. Apoiando a indústria nos países em desenvolvimento - A ONU, através dos esforços
da UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), serviu como
intermediária na cooperação industrial norte-sul e sul-sul, promovendo
empreendedorismo, investimento, transferência de tecnologia e o desenvolvimento
industrial sustentável e de baixo custo. Ajudou os países a gerirem o processo de
globalização de forma suave e reduziu a pobreza sistematicamente.



28. Ajudando vítimas de desastres - Quando desastres naturais e emergências
complexas acontecem, a ONU coordena e mobiliza assistência para as vítimas. Trabalhando
em conjunto com a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, doadores e as principais
organizações assistenciais, as agências operacionais das Nações Unidas fornecem a tão
necessária ajuda humanitária. Os apelos das Nações Unidas levantam US$ 2 bilhões por
ano para assistência emergencial.



29. Reduzindo os efeitos das catástrofes naturais - A OMM (Organização Meteorológica
Mundial) ajudou a poupar as vidas de milhões de pessoas dos efeitos calamitosos de
desastres tanto naturais quanto causados pelo homem. Seu sistema de alerta antecipado,
que inclui milhares de monitores de superfície, bem como satélites, tem feito o
possível para prever com maior precisão desastres meteorológicos; fornece informação
sobre a dispersão de manchas de óleo e vazamentos químicos e nucleares; e fez a
previsão de secas prolongadas. Suas ações também permitiram a distribuição eficiente de
comida em regiões castigadas pela seca.



30. Auxiliando as vítimas da tsunami - Nas primeiras 24 horas que se seguiram a
tsunami que sacudiu o Oceano Índico em 26 de dezembro de 2004, equipes de coordenação e
avaliação de desastres da ONU já haviam sido enviadas às áreas mais atingidas. A ONU
entrou imediatamente em ação para auxiliar os sobreviventes, distribuindo alimento a
mais de 1,7 milhão de pessoas, providenciando abrigo para aproximadamente 1,1 milhão,
fornecendo água potável para cerca de 1 milhão de pessoas e vacinando mais de 1,2
milhão de crianças contra rubéola. Tudo isso durante os primeiros seis meses das
operações de auxílio. A prestação rápida e efetiva de auxílio humanitário impediu que
mais vidas fossem perdidas e doenças se disseminassem depois do dia inicial de
devastação.



31. Protegendo a camada de ozônio - O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente) e a OMM desempenham um papel essencial na conscientização sobre os danos
causados à camada de ozônio da Terra. Como resultado de um tratado conhecido como
protocolo de Montreal, os Governos do mundo estão interrompendo a fabricação dos
produtos químicos que causaram o desgaste da camada de ozônio, substituindo-os por
alternativas mais seguras. O esforço poupará milhões de pessoas dos crescentes riscos
de desenvolver câncer de pele devido à superexposição à radiação ultravioleta.



32. Lidando com as mudanças climáticas - O GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente)
financia projetos para auxiliar países em desenvolvimento a reduzir os riscos de
mudança climática. Estabelecido em 1991, o GEF é a maior fonte global de financiamento
para o meio ambiente. O Fundo também apóia projetos para preservar a biodiversidade,
proteger a camada de ozônio, despoluir águas internacionais, combater a degradação da
terra e reduzir a produção de poluentes orgânicos. Desde 1991, o GEF já concedeu US$
5,7 bilhões em subsídios - incluindo mais de seis mil pequenos patrocínios a
organizações não-governamentais e grupos comunitários - e gerou US$ 18,8 bilhões em
co-financiamento de outros parceiros. O PNUD, o PNUMA e o Banco Mundial são agências
que implementam as iniciativas do GEF.



33. Desativando minas terrestres - As Nações Unidas lideram um esforço internacional
para desativar minas terrestres que ainda matam e mutilam milhares de pessoas inocentes
a cada ano em cerca de 30 países - incluindo Afeganistão, Angola, Bósnia, Iraque,
Moçambique e Sudão. A ONU também trabalha para proteger as pessoas deste perigo, ajudar
as vítimas a se tornarem auto-suficientes e auxiliar os países a destruir estoques de
minas terrestres.



34. Fornecendo alimento aos mais necessitados - O PMA (Programa Mundial de
Alimentos), a maior agência humanitária do mundo, leva assistência a uma média de 90
milhões de pessoas famintas em 80 países a cada ano, incluindo a maioria dos refugiados
e de pessoas desabrigadas no mundo. O auxílio alimentar do PMA foi planejado para
atender às necessidades especiais de mulheres e crianças, que são as pessoas mais
freqüentemente afetadas pela fome. Projetos de merenda escolar garantem a distribuição
de refeições ou lanches para mais de 17 milhões de crianças em idade escolar, sendo que
cada refeição custa apenas US$ 0,19. A capacidade logística da agência cobre todas as
possibilidades do espectro tecnológico, desde carregamentos de comida em burros e
caiaques até a utilização de transporte aéreo e redes de satélite para monitorar as
entregas. Ao longo das últimas quatro décadas, o PMA providenciou 78,3 milhões de
toneladas de auxílio alimentar para aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas na maioria
dos países mais pobres do planeta, um investimento de US$ 33,5 bilhões.



35. Lutando contra a fome - A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação) lidera os esforços globais de longo prazo para vencer a fome. Servindo
tanto a países desenvolvidos como a países em desenvolvimento, a agência atua como um
fórum neutro, onde todas as nações se reúnem como iguais para negociar acordos e
debater políticas. A FAO também auxilia países em desenvolvimento a modernizar e
aperfeiçoar práticas agrícolas, florestais e pesqueiras, garantindo nutrição adequada
para todos.



36. Prevenindo a pesca predatória - Cerca de 16% das reservas pesqueiras do mundo
são excessivamente exploradas e 8% se tornaram significativamente esgotadas ou estão se
recuperando do esgotamento. A FAO monitora a produção pesqueira marinha e emite alertas
para prevenir danos causados pela pesca predatória. Para abordar o problema, a agência
e seus Estados-membros trabalharam juntos para elaborar um Código de Conduta para a
Pesca Responsável, adotado em 1995.



37. Banindo produtos químicos tóxicos - A Convenção de Estocolmo sobre Poluentes
Orgânicos Persistentes busca livrar o mundo de alguns dos mais perigosos produtos
químicos jamais criados. Adotada em 2001, a Convenção das Nações Unidas focaliza 12
pesticidas perigosos e produtos químicos industriais que podem matar pessoas, danificar
o sistema imune e o sistema nervoso, causar câncer e problemas reprodutivos, e
interferir no desenvolvimento infantil. Outras convenções da ONU e planos de ação
ajudam a proteger a biodiversidade, lidar com as mudanças climáticas, proteger espécies
em risco, combater a desertificação, despoluir mares regionais e impedir o transporte
de lixo tóxico através de fronteiras.



38. Protegendo a saúde dos consumidores - Para assegurar a segurança dos alimentos
vendidos comercialmente, a FAO e a OMS, trabalhando com os Estados-membros,
estabeleceram padrões para mais de 200 produtos alimentícios, limites de segurança para
mais de três mil contêineres de alimentos, e normas reguladoras sobre processamento,
transporte e armazenamento de alimentos. Padrões de etiquetagem e descrição ajudam a
proteger o consumidor.



39. Combatendo o terrorismo - As Nações Unidas têm disponibilizado as estruturas
legais para combater o terrorismo internacional. Treze instrumentos legais foram
negociados sob os auspícios da ONU, incluindo tratados contra a tomada de reféns,
seqüestros de avião, bombardeios terroristas, terrorismo financeiro e, mais
recentemente, terrorismo nuclear; 63 países ratificaram todos esses instrumentos até
junho de 2005. Uma nova e abrangente convenção contra o terrorismo está sendo
formulada. O Comitê das Nações Unidas contra o Terrorismo supervisiona como os países
vêm acatando os compromissos assumidos após os ataques terroristas de 11 de setembro de
2001 e coordena a cooperação antiterrorismo. O UNODC (Escritório das Nações Unidas
contra Drogas e Crime) e outras agências da ONU têm auxiliado mais de 100 países a
fortalecer suas capacidades em combater o terrorismo.



40. Promovendo a saúde reprodutiva e materna - O UNFPA (Fundo de População das
Nações Unidas) tem ajudado as pessoas a fazerem escolhas baseadas em informação e dado
às famílias, especialmente às mulheres, um controle maior sobre suas vidas, com a
promoção do direito de decidir sobre quantos filhos ter e quando, por meio de programas
de planejamento familiar voluntário. Como resultado, as mulheres em países em
desenvolvimento estão tendo menos filhos - de seis na década de 1960 para três
atualmente - e diminuindo o crescimento da população mundial. Quando a agência começou
seu trabalho em 1969, menos de 20% dos casais faziam planejamento familiar; o número
agora está em cerca de 61%. O UNFPA e vários parceiros também ajudam a providenciar
atendimento especializado no parto, acesso a cuidados obstétricos de emergência e
programas ampliados de planejamento familiar para reduzir a mortalidade materna.



41. Propiciando acordos judiciais em grandes disputas internacionais - Em
julgamentos e conselhos jurídicos, a Corte Internacional de Justiça ajudou a
estabelecer questões internacionais que envolviam disputas territoriais, relações
diplomáticas, tomada de reféns, o direito a asilo e direito econômico, entre
outros.



42. Aperfeiçoando relações comerciais globais - A UNCTAD tem ajudado os países em
desenvolvimento a negociar acordos comerciais e a ganhar tratamento preferencial para
suas exportações. A conferência tem negociado acordos internacionais sobre produtos
primários, assegurando preços justos para países em desenvolvimento, aumentando a
eficiência de suas infra-estruturas comerciais e ajudando-os a diversificar suas
produções e a se integrar na economia global.



43. Promovendo reformas econômicas - O Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário
Internacional) têm ajudado muitos países a melhorar a administração de suas economias,
provendo assistência financeira temporária a países para ajudá-los a reduzir problemas
de balanço de pagamentos e oferecendo treinamento para funcionários públicos da área
econômica.



44. Promovendo estabilidade e ordem nos oceanos do mundo - As Nações Unidas têm
estado à frente do esforço internacional para regular o uso dos oceanos por meio de uma
convenção única. Em 1982, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que
conseguiu aceitação quase unânime, forneceu pela primeira vez uma estrutura legal
universal para todas as atividades sobre e sob o mar. A Convenção cria regras para o
estabelecimento de zonas marítimas, a determinação de jurisdição marítima nacional,
navegação em alto-mar, os direitos e deveres de países costeiros (ou não), a obrigação
de proteger e preservar o meio ambiente marinho, a cooperação na condução de pesquisas
científicas marinhas e a conservação e uso sustentável recursos naturais oceânicos.



45. Melhorando as viagens aéreas e marítimas - As agências das Nações Unidas são
responsáveis por estabelecer padrões de segurança para viagens aéreas e marítimas. A
ICAO (Organização Internacional de Aviação Civil) tem contribuído para tornar a viagem
aérea o modo mais seguro de transporte. Em 1947, quando nove milhões de pessoas
viajaram pelo ar, 590 morreram em acidentes aéreos. Em 2004, o número de mortes foi de
420 em 3,3 bilhões de passageiros. Da mesma maneira, a IMO (Organização Marítima
Internacional) tem ajudado a tornar o mar mais seguro. Estatísticas mostram que a
navegação está se tornando mais segura e que essa atividade está aperfeiçoando seus
cuidados com o meio ambiente. Mortes e perda de embarcações estão diminuindo, os
incidentes poluidores e a poluição total por óleo estão diminuindo, e a poluição do ar
e a causada por água de lastro estão sendo controladas, enquanto o montante de
carregamento transportado pelo mar continua aumentando.



46. Combatendo as drogas ilícitas - O UNODC tem trabalhado para reduzir a oferta e a
demanda de drogas ilícitas, com base em três convenções da ONU para o controle de
drogas, e para lidar com as conseqüências sociais e de saúde do abuso de drogas,
incluindo a disseminação do HIV/Aids. O UNODC trabalha auxiliando autoridades policiais
e apoiando programas de tratamento e de prevenção às drogas nas comunidades, como
também por meio de iniciativas que ajudam os fazendeiros pobres a reduzir sua
dependência econômica em relação a plantios ilícitos.



47. Combatendo o crime internacional - O UNODC trabalha com países e outras
organizações para conter o crime organizado transnacional por meio de assistência
técnica e jurídica na luta contra a corrupção, a lavagem de dinheiro, o tráfico de
drogas, o tráfico de pessoas e o contrabando de imigrantes, assim como pelo
fortalecimento dos sistemas de justiça criminal. O UNODC desempenha o importante papel
de ajudar no desenvolvimento e implementação de tratados internacionais relevantes.



48. Promovendo o trabalho digno - A OIT (Organização Internacional do Trabalho) vêm
colocando em prática normas, princípios fundamentais e direitos trabalhistas, incluindo
a liberdade de associação e o direito de negociação coletiva, a eliminação de todas as
formas de trabalho forçado, a abolição do trabalho infantil e a eliminação da
discriminação do ambiente de trabalho. Promoção de empregos, proteção social para todos
e forte diálogo social entre organizações patronais, de trabalhadores e governo são
atividades centrais da agenda de trabalho da OIT.



49. Melhorando a educação e a alfabetização em países em desenvolvimento - Como
resultado direto dos esforços das agências da ONU, 76% dos adultos nos países em
desenvolvimento agora podem ler e escrever e 84% das crianças freqüentam escolas
primárias. O objetivo agora é garantir que até 2015 todas as crianças possam completar
a educação primária. Os programas dirigidos a promover a educação e o avanço das
mulheres ajudaram a elevar, nos países em desenvolvimento, o nível de alfabetização
feminino de 36%, em 1976, para 70%, em 2000. Outra meta é assegurar que todas as
meninas completem a educação primaria e secundária até 2015.



50. Gerando um compromisso mundial de apoio às crianças - De El Salvador ao Líbano e
do Sudão à antiga Iugoslávia, o UNICEF tem promovido ações pioneiras como o
estabelecimento de "dias de tranqüilidade" e a abertura de "corredores de paz" para
fornecer vacinas e outros tipos de ajuda das quais crianças envolvidas em conflitos
armados necessitam desesperadamente. A Convenção sobre os Direitos da Criança tornou-se
lei em 192 países. Em seguimento à Sessão Especial da ONU sobre a Criança, de 2002, 190
governos comprometeram-se com uma série de objetivos com prazos específicos nas áreas
de saúde, educação, proteção contra o abuso, a exploração e a violência e a luta contra
o HIV/Aids.



51. Preservando sítios históricos, culturais, arquitetônicos e naturais - A UNESCO
ajudou 137 países a proteger monumentos antigos e históricos e sítios naturais e
culturais. A agência também negociou convenções internacionais relativas à preservação
da propriedade cultural e de importantes sítios naturais.



52. Facilitando intercâmbios acadêmicos e culturais - As Nações Unidas, por meio da
UNESCO e da UNU (Universidade das Nações Unidas), têm fomentado a cooperação científica
e acadêmica, a associação entre instituições e a promoção da expressão cultural,
inclusive as das minorias e dos povos indígenas.



53. Protegendo a propriedade intelectual - A OMPI (Organização Mundial de
Propriedade Intelectual) protege os direitos dos criadores e detentores de propriedade
intelectual em todo o mundo e assegura que inventores e autores sejam reconhecidos e
recompensados por sua engenhosidade. Proteger os direitos intelectuais é uma forma de
incentivar a criatividade humana, expandir as fronteiras da ciência e da tecnologia e
enriquecer o mundo da literatura e da arte. Ao permitir um ambiente estável para a
comercialização da propriedade intelectual.



54. Promovendo a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão - Para permitir a
todas as pessoas que obtenham informação livre de censura e culturalmente diversa, a
UNESCO tem ajudado a desenvolver e a fortalecer a mídia, auxiliando também no
estabelecimento de agências de notícias independentes e apoiando a imprensa
alternativa. A agência também trabalha como vigilante da liberdade de imprensa,
denunciando publicamente violações sérias como o assassinato e a detenção de
jornalistas.



55. Transformando favelas em assentamentos humanos decentes - As cidades são hoje o
lar de metade da humanidade. São o centro de boa parte da produção e consumo nacionais
- processos econômicos e sociais que geram riqueza e oportunidades. Mas são também o
local de doenças, crimes, poluição e pobreza. Em muitas cidades, principalmente em
países em desenvolvimento, os moradores de favelas são mais de 50% da população e têm
pouco ou nenhum acesso a abrigo, água e saneamento. O UN-HABITAT (Programa das Nações
Unidas para Assentamentos Humanos), com mais de 150 programas técnicos e projetos em 61
países ao redor do mundo, trabalha com governos, autoridades locais e organizações
não-governamentais para desenvolver soluções inovadoras para municípios e cidades. Elas
incluem oferecer garantia de posse aos pobres das cidades, que por sua vez pode ser
usada como um catalisador para o investimento em serviços básicos e projetos de
moradias para pessoas de baixa renda.



56. Aprimorando os serviços postais globais - O fórum primário para cooperação entre
os serviços postais do mundo ajuda a garantir uma rede verdadeiramente universal de
produtos e serviços atualizados. A UPU estabelece as regras para as trocas de
correspondência internacionais e faz recomendações para estimular o crescimento no
volume de correspondência e para aprimorar a qualidade do serviço para os clientes. Os
serviços postais dos 190 países membros da universidades formam a maior rede de
distribuição física do mundo, processando em torno de 430 bilhões de itens de
correspondência por ano.



57. Introduzindo técnicas agrícolas aperfeiçoadas e reduzindo custos - Na Ásia, a
assistência fornecida pela FAO melhorou o resultado das colheitas, reformulou as
políticas do setor e ampliou a participação local. Dessa forma, os produtores de arroz
da região economizaram mais de US$ 50 milhões ao ano com gastos em pesticidas. Os
governos asiáticos, por meio da redução de subsídios de pesticidas, foram beneficiados
com mais de US$ 150 milhões por ano. Já os ganhos do meio ambiente e da saúde
provenientes da redução de pesticidas foram estimados em mais de US$ 10 milhões por
ano.



58. Promovendo os direitos das pessoas com deficiências - As Nações Unidas têm
estado à frente na luta pela igualdade completa de direitos para as pessoas portadoras
de deficiências, promovendo sua participação na vida econômica, social e política. A
ONU tem mostrado que pessoas portadoras de deficiências constituem um recurso para a
sociedade e está elaborando a primeira convenção do mundo para o avanço dos seus
direitos e dignidade.



59. Melhorando as condições dos povos indígenas - As Nações Unidas têm trazido à
cena as injustiças sofridas por 370 milhões de pessoas indígenas que vivem em 70 países
no mundo e que estão entre as pessoas mais vulneráveis e em desvantagem do mundo. O
Fórum Permanente das Nações Unidas para os Povos Indígenas, com 16 membros e
estabelecido em 2000, trabalha para melhorar a situação das pessoas indígenas no mundo
nas áreas de desenvolvimento, cultura, direitos humanos, meio ambiente, educação e
saúde.



60. Aprimorando as telecomunicações globais - A ITU (União Internacional de
Telecomunicações) reúne os governos e a indústria para desenvolver e coordenar a
operação de redes e serviços de telecomunicação globais. A agência vem coordenando o
uso compartilhado do espectro rádio, promovendo a cooperação internacional na
determinação de órbitas de satélites, trabalhando para aperfeiçoar a infra-estrutura de
telecomunicação nos países em desenvolvimento e negociando os padrões mundiais que
garantem a interconexão perfeita de uma vasta gama de sistemas de comunicação. Da
Internet banda-larga às tecnologias sem fio de última geração, da navegação aeronáutica
e marítima à rádio astronomia e à meteorologia baseada em satélites, de serviços de
telefonia e fax a transmissões de TV e redes de última geração, a ITU continua a ajudar
o mundo a se comunicar. Seu trabalho permitiu que as telecomunicações se tornassem uma
indústria global de US$ 1 trilhão.




Fonte: ONU