Ministro da Justiça: Nota sobre afirmações de doleiro

Fonte: TCE | Data: 03 de october, 2007


NOTA À IMPRENSA



Sobre as afirmações feitas pelo doleiro Antônio Claramunt, em depoimento hoje à
subcomissão da CPI dos Correios, de que o ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos
teria "trocado dólares" e que a movimentação poderia ser comprovada por meio
de declarações de Imposto de Renda, a Assessoria de Comunicação Social do Ministério da
Justiça esclarece que:



Márcio Thomaz Bastos utilizou os serviços do Unibanco para realizar aplicações
financeiras no exterior, em 1995. Ao contrário do que teria afirmado o doleiro, cada
uma das aplicações tem suporte em remessas devidamente registradas no Banco Central e
em contratos de câmbio, conforme documentação que já foi enviada à CPI do Banestado e
está disponível.



Em 2002, Thomaz Bastos optou por trazer suas aplicações financeiras para o Brasil,
recolhendo mais de R$ 1 milhão ao fisco brasileiro. Ao assumir o ministério da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, por precaução e transparência, passou a administração de todos os
seus bens para uma instituição financeira e se desfez das cotas de seu antigo
escritório de advocacia, numa operação aprovada antecipadamente pela Comissão de Ética
Pública.



O desafeto dos doleiros, sobretudo daqueles presos por força da atuação do MJ, por meio
de operações como Anaconda e Farol da Colina, desencadeadas pelo Departamento de
Polícia Federal, não surpreende ao ministro.




Fonte: MJ