Sustentabilidade: Crescimento de 55% de carros elétricos no último ano

Fonte: DW | Data: 28 de march, 2018

Fonte: DW

Apesar da ainda insuficiente disponibilidade de pontos de recarga, o número de carros elétricos mundo afora está crescendo rapidamente.

 

No início de 2018, a frota mundial chegou a 3,2 milhões de veículos – o que representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Centro de Pesquisa em Energia Solar e Hidrogênio de Baden-Württemberg (ZSW), na Alemanha.

O mercado foi impulsionado principalmente pela demanda China, com destaque para os fabricantes Build Your Dreams (BYD) e BAIC. De acordo com o estudo, 1,2 milhão de carros elétricos já circulam pelas ruas chinesas. Somente em 2017, 579 mil unidades foram acrescentadas à frota do país.

 

Nos Estados Unidos, o número de carros elétricos subiu em 195 mil apenas no último ano, ultrapassando as 750 mil unidades ao todo. Na Alemanha, o crescimento foi de quase 70%, embora mais modesto e números absolutos: de 54.490 para 92.740.

Atrás dos bem-sucedidos fabricantes chineses, aparecem a americana Tesla, que fabricou 86.770 carros elétricos no último ano, e as alemãs BMW (67.940) e Volkswagen (52.250). Foram contabilizados todos os veículos que podem ser abastecidos com energia elétrica, incluindo híbridos.

O estudo aponta que, se o ritmo de crescimento registrado em 2017 for mantido, a quantidade de licenciamentos anuais de carros elétricos alcançará 25 milhões mundo afora até 2025. Tal previsão faz jus à promessa de muitas montadoras de dedicar um quarto de sua produção aos veículos elétricos, afirmou Werner Tillmetz, diretor do ZSW.

Em janeiro deste ano, a americana Ford, por exemplo, anunciou que iria dobrar seus investimentos em carros elétricos, para 11 bilhões de dólares até 2022, e que planeja lançar 40 modelos híbridos ou completamente elétricos nos próximos anos.

Em meados do anos passado, a sueca Volvo anunciou que, a partir de 2019, todos os novos modelos que saírem de suas fábricas serão elétricos,  o que a tornou a primeira tradicional montadora do mundo a fixar uma data para abandonar os motores movidos apenas a combustíveis fósseis.